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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ócios do ofício












este o ócio

         que dizem
poetas
         a alma do negócio

mas se tal ofício
elide (ilude)

polícia e isca
(pois policia o cio e o ócio - suas iscas)

 este ofício então requer
  cio
ócio
   e
isca

(... silêncio)

_

,
salto (risco, traços)

um mergulho

ao abstrato
                mundo
das coisas
à pena
             palpáveis


este ofício
requer retorno à superfície
ociosa, peneirante

um atirar-se do lago plácido como
as folhas outonais boiando secas na superfície
do ócio


um respirar
     ofegante

a poucos instantes
do novo mergulho

este ofício
       o ócio
       o cio

a isca e o risco

     o ciclo

ócios do ofício

4 comentários:

Edilane disse...

Arapiraca faz bem neh.

Dionísio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dionísio disse...

Bruno, vc é muito bom.

Bruno Ribeiro disse...

Valeu, Erinha. Arapiraca, a terrinha, sempre me fez bem. Assim como as pessoas de lá.

A poesia nossa de cada dia agradece. E eu agradeçe especialmente a você. Valeu.

Grande Afonso, Dionísio. Obrigado mesmo. Sua opinião é sempre bem vinda. Você também é muito bom.

Estou hoje honrado e feliz. Apesar da pouca paciência com a poesia. Citando José Paulo Paes:

"A poesia está morta
mas juro que não fui eu"