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segunda-feira, 21 de junho de 2010

escombros

eu
   escombro
      meus quadros

e revelo
o endereço

sou de cantar
os filhos dos erros

e de tê-los
(escombros)
entre os dedos
de minha mão

sou de morar
no segredo;

no degelo de mim,
pedras de sal;
um desenho que
me contorna

e, arisco,
torno de outros
cantares

mas logo
a esquina
se avizinha

e enquadro
novamente
meus olhos

      que caem
em baldio terreno
    de escombros
      olhares

2 comentários:

Igor Brasa disse...

fértil é (ou pode ser) a vida, os olhos, os frutos... dos que são de morar no segredo.

Além do poema, paguei pau pro lay-out do blog.

dquintino@uol.com.br disse...

lindíssimo, li e reli umas 4 vezes. levei a maior parte do que pude, voltarei para aprender mais...rs!