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domingo, 1 de março de 2009

Castelo de Baralho

Sinto-me livre: sinto-me só;
Apenas só me sinto livre
Não vivendo apenas só, somente só vivendo,
Livre de quem não vive: apenas pó.

Dos restos, dos versos e do apelo,
Fazem-nos homens das sombras,
Do medo, do ego, ou de mais um verso,
Mares diversos, o avesso que sou.

Sonham em si, disritmia,
Os sonhos e sons de todos os lados,
Que nos braços magros, em teu seio, ardiam,
Em forte brasa — um mar por outros, remado.

Que outros o digam, o que te digo hoje,
Em tempos, há tempos, a que tempo quiseres:
Se acaso puderes…
Livre-se de vez desta infinita ausência de noite.



Maceió, 1999.

2 comentários:

Roniclécio Firmino disse...

Olá caro amigo.

Apesar de não postar comentários com frequência sobre sua poesia, quero te dizer que sou assíduo leitor de seu blog. Faço isso por gostar do seu estilo de escrever e pra ver se tomo coragem em fazer um. Um grande abraço e gostei muito do poema.

Bruno Ribeiro disse...

Meu grande amigo Roni. Agradeço sempre as suas visitas. Lamento não ter te "respondido" antes, é que, neste caso, como o poema é um dos mais antigos, eu não quis "votar" pra ele depois de postado. Daí, não me liguei que havia um comentário seu por aqui. Não foi por mal.
Abraço e crie logo o seu blog.