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quarta-feira, 24 de março de 2010

poente

o pão
 quando falta ao
homem

o vinho
 
o circo
 quando falta

toda falta
deixa no homem

uma fenda
      que
em fogo abrasa

as cinzas
   espessas

onde a verve
vive
    e alimenta
      o segundo
seguinte
         à falta


o pão
   o vinho
o circo

o terreno
   
onde a brisa
     pausa
 seu desejo
    po
        e
          nte

e dele
  se serve
(como um servo
 do veneno ou de sua
falta)
  
   a cada novo
 trago

mesmo que dele
 se ausente.

2 comentários:

Jéssica Ferro disse...

Salve Bruno!

Como sempre escrevendo lindamente.
Parabéns...
Você realmente é muito bom.
Confesso que sempre que posso dou um "pulinho" aqui em seu blog para ver se você postou algo novo.E hoje fiquei muito feliz ao ver sua atualização.Percebi que você demora um pouco para escrever,porém quando escreve é surpreendentemente encantador.
Espero que continue encantando a todos com suas palavras.

Abraços!

Elliott disse...

muito bom esse poema!