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domingo, 16 de maio de 2010

da beleza de novo

deitei outra vez a beleza em meu colo
e desta vez
não serei de dizer
que a injuriei

deixei que ela consumisse
sozinha
todo o néctar
e toda a flor

pois enquanto andava
eu
à procura de
guarida

andando
sozinho
nos vales e montes
desta terra,

vi brotar do
lodo
(outrora fecundo solo)
a vida

em flor de lótus

)
a beleza
imaculada
dita
novamente
seu curso       outra temporada
(

do breu
 vingou
a flor; e desta,
  a beleza

até pousar
outra vez
seu repouso
em meu
colo:
eis minha mesa.


Estou servido,
pensei.

Mas dessa vez
a deitei em minha cama

... e juro que não a injuriei.

5 comentários:

Edilane disse...

nasceu...
bjs
te amo
fico feliz quando nasce mais um.

Bruno Ribeiro disse...

Valeu Erinha, pela sempre presente leitura.

Beijo.

Igor Brasa disse...

da lama ao caos
do lodo a vida
do belo ao belo...

Da hora o das Horas!

Nilton disse...

bonito.

e também tá bonito o blog, bruno, a coisa da imagem, a arrumação dele.

beijo.

dquintino@uol.com.br disse...

bom descobrir este espaço, grata pelos versos de fato de valia. adorei menino- parabéns!